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Terceirizar por projetos: uma tendência
04/09/2007
A TI tem um papel fundamental de ser estratégica para os negócios. Dentro da visão das corporações quando o assunto é tecnologia da informação as grandes preocupações envolvem: terceirizar com máxima qualidade do trabalho; a expertise e a busca de uma inteligência maior em cima do processo de desenvolvimento de sistemas. Não é novidade que essa é uma área extremamente dinâmica em que novas tecnologias e tendências invadem o mercado o tempo todo. Para se ter uma idéia das mudanças, até pouco tempo a parte de códigos e sistemas era uma área que exigia muito conhecimento, criatividade e talento individuais. Hoje, com a evolução dos sistemas, existem grandes ferramentas que dão conta dessa área aumentando a produtividade substancialmente e assim proporcionando uma produção em massa. Então, a codificação passou a ser commodity. O diretor de projetos da SIGMA em Brasília, Heber Corradi, complementa. “É uma quebra do paradigma, da tecnologia que se tinha num passado recente para a que existe hoje".
Dentro dessa dinâmica, hoje dois tipos de terceirização em TI são utilizados. Ou por serviços onde se contratam os talentos, ou seja a mão-de-obra, ou por projeto.
A terceirização por projetos é uma tendência que tem se firmado tanto nas áreas publicas quanto privadas. A lógica por trás disso é simples. Essa é uma forma das organizações terem projetos bem delimitados, produto e custo definidos, acompanhamento constante, poder cobrar mais qualidade, melhor desempenho e conseqüentemente, um ótimo resultado. O foco é trabalhar a inteligência e os projetos. A arte do negócio está em fazer melhor, ou seja, melhorar a qualidade do desenvolvimento do projeto.“Essa nova forma de trabalhar gera um diferencial no mercado na área de tecnologia e Outsourcing”, diz Heber.
A área de tecnologia está cada vez mais profissional. O mercado exige qualificação. Assim, as empresas estão tendo de se organizar mais, criar procedimentos, padrões de desenvolvimento. “Ou seja, as empresas estão se reorganizando, se redescobrindo”.
Um dos diferenciais da SIGMA é a busca constante por novas formas de trabalho com foco em melhorias, qualidade e produtividade. "Trabalhar com projetos e muita inteligência tem sido um grande mercado na área de Outsourcing e creio que daqui para frente essa tendência vai se confirmar ainda mais", diz Heber Corradi. Para isso as empresas especialistas em Outsourcing (terceirização de TI) precisam qualificar mais e sempre os profissionais. É preciso criar e utilizar metodologias e procedimentos nos processos. Tudo muito bem definido. Assim se ganha produtividade, se aumentam a qualidade e o desempenho dos funcionários nos projetos.
Segundo, o diretor técnico da Sigma, Dante Barleta Filho, dispor de um bom processo e de profissionais competentes é bom negócio para quem contrata e para quem oferece o serviço. “Para se trabalhar com projetos é preciso ter uma boa equipe, assim não há riscos para nenhuma das partes”. Ele diz ainda que o know-how, a tecnologia e a experiência fazem toda diferença. “Trabalhar por projetos, é fazer sempre algo novo, específico, que não existe no mercado. É um processo de criação”, diz. Ele compara a terceirização por projetos com a construção de um imóvel. “Geralmente contratar por empreitada é sempre mais vantajoso. O cliente sabe exatamente quanto vai gastar e quando terá a obra pronta. O prestador de serviço tem que realizar a obra da forma mais eficaz e econômica para que seja bom para contratante e contratado”, diz.
A SIGMA desenvolveu um padrão para a área de projetos e nesse processo tem feito evoluções freqüentes. O diferencial está no direcionamento, na forma de fazer, desenvolver e gerenciar o processo.
O papel de TI é o de ser estratégica para o negócio. O papel do projeto é oferecer também estrategicamente um processo que tenha começo, meio e fim, com controle total do orçamento e com profissionais qualificados para o desenvolvimento.
O proprietário da Choice, uma das parceiras da Sigma em Ourinhos (SP), Edes Landin, diz que o mercado está muito bem definido. As empresas têm o seu negócio e se dedicam nas áreas que têm conhecimento, o restante fica a cargo da terceirização, pois tem gente que faz mais barato e melhor. Ele conta que a terceirização ficou tão vantajosa que tem gente que acaba fazendo do seu negócio um centro de junção de funções terceirizadas. A razão disso é que quem vende terceirização tem experiência para poder executar e ter produtividade. A experiência e competência resultam em custos reduzidos. “Hoje, o empresário ou administrador, precisa da informação para gerenciar seu negócio, mas ele não precisa produzir a informação, isso já está na mente das corporações”, diz.
Foi com essa mentalidade que o Ministério da Saúde optou por terceirizar por projeto a área de convênios. A FUNASA precisava gerenciar todas as informações necessárias para o fechamento de um convênio com agilidade e transparência. A SIGMA desenvolveu então o SISCON, uma ferramenta de gerenciamento e controle de convênios que pode ser aplicada desde o pleito inicial, passando pela aprovação, execução, até a prestação final de contas. Um projeto que facilitou a vida de todas as pessoas e entidades envolvidas com o ciclo de convênios na área de saneamento e saúde indígena, automatizando todo processo. O programa hoje é disponibilizado às prefeituras e ONG’s e todo processo passou a ser feito de forma padronizada de acordo com a legislação. Atualmente o SISCON é uma referência para o setor público.
Outro exemplo é o sistema desenvolvido para o SENAI. O SIAES - Sistema Integrado de Administração da Educação e Serviços permitiu aperfeiçoar a atividade de gestão dos cursos profissionalizantes mantidos pela entidade e unificar todo o processo e promover a adequação à legislação atual da LDB (Lei de Diretrizes e Bases da Educação) além de outros dispositivos legais. O programa começou a ser implantado em 2004 e atualmente integra as 25 unidades do Paraná. A solução desenvolvida pela SIGMA foi tão bem aceita que será levada para outras escolas de SENAIs em diversos estados do Brasil.
Com base no crescimento do mercado de Outsourcing mundial que é da ordem de 40% ao ano e dos inúmeros casos de sucesso nessa área é que Edes Landin, reafirma que a terceirização por projetos é uma grande tendência. Mas, segundo ele, o Brasil ainda precisa ousar mais. “É bem verdade que a terceirização por projetos vem crescendo, mas ainda considero esse crescimento conservador. É preciso, em especial nos governos, pensar mais com a mentalidade da eficiência, da produtividade e da redução de custos”, comenta.
Fonte: Joice Hasselmann - Assessoria SIGMA



